O céu da estação, anuncia o outono
Está repleto de
folhas amareladas
Anuncia o vento que corta sedento
Os galhos das palmeiras.
Pela janela, entra forte rajada
Que vem implorando derradeiro abrigo
Mais além, vejo através da porta entreaberta
Que até
Omesmo
os pássaros se calam.
Contemplo a rua n'um olhar perdido,
não vejo
caminhante,
A noite emudece e as estrelas adormecem
As ruas se estreitam e os cães cochilam
Estou só, no crepúsculo de Outono.
Deixo entrar o vento
Abro a cortina alva e esvoaçante
Imagens devoram os meus pensamentos
Numa súplica angustiante.
Tudo é vão na clausura da noite
Pronuncio seu nome,
que amenizam minhas carências,
Sufocando assim minha voz
No silêncio soturno da sua ausência.
byyaradarin.