27 de abril de 2018

Rãs I



arrastos que a erosão destrói
lapso de tempo em púrpura
suculentas bromélias 
derramam o mel extirpado
sapos em céu de estrelas
aleatórias sementes de cabala
mastigadas em saibo de sal
anestesiam linguas
onde magnólias vadiam
predadores abatem girinos
quartzo de azul citrino
fincam além das artérias
fluídos gélidos de sangue
enquanto serpentes desvestidas
escondem-se em turvas águas
rãs soluçam

yaradarin

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