25 de março de 2015

*Devolve-me


Devolve-me 
o coração acorrentado de esperança
solitário, numa certa manhã de céu aberto 
onde (in)esperado desejo
uniu-me a um emaranhado de sentimentos
dentro da ânsia de nós dois
ternura perseguindo nossos gestos
tanto querer, sem nos tocar.

Devolve-me  

o azul do infinito que vi no teu olhar
o ar profuso que eu possa respirar
um fio da sede dos teus beijos
que não provei da tua boca
ardorosa paixão, onde mora o pecado. 

Dia de falsas alegrias

um delírio aos meus pensamentos ardentes 
esse nó na garganta, de que adianta o soluço
se a saudade é muralha intransponível
da poesia que ficou sem finalizar!

Versos ao vento

um relembrar esquecido no tempo
onde meu corpo cansado, renegado 
ficou sem plano, sem rumo
e o que me move neste meu viver
é a esperança do meu ser
ao saber que todos os dias 
nascem novas e ensolaradas manhãs
que me acompanham até o anoitecer. 

byyaradarin


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