9 de setembro de 2011

" Purpurina "

.por  *Antonio Silveira Serpa*



 Hoje desfiz minhas malas, descansei o jeans.


Vesti-me de rei. Festa do ouro, reavi tesouros, desfiz agouros.


Inebriar de Yara, seus temas, poemas. O encanto, a carícia do cetim, o jasmim, meu convicto sim.


Purpurina que fascina, reanima nosso povo. Ela detém o bem, os louros.


Pressagia tempos crianças. Perpetua lembranças, esperanças que avançam. Inocência em silêncio.


U'a nação, outra razão. Despojar, esse nefasto poder. Cessar a dor, mal perene, avassalador.


Sabemos sim, tanta opressão, tem jeito não. Terá seu fim.


Tantos versos, ela escreve, encanta orixás. Como pode?


Ninguém consegue, se atreve. Maria Ziehlsdorff, bem sabe. Yara o faz, é capaz, sem embaraço.


Doação de escritos, sentimentos, abraços. Cultiva laços, confunde, perdoa: tantos tiranos, traidores.


Devassos, ímpios, sem valores."




sábado, 3 de setembro de 2011 .

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