Devolve-me
o coração acorrentado de esperança
solitário, numa certa manhã de céu aberto
onde (in)esperado desejo
uniu-me a um emaranhado de sentimentos
dentro da ânsia de nós dois
ternura perseguindo nossos gestos
tanto querer, sem nos tocar.
Devolve-me
o azul do infinito que vi no teu olhar
o ar profuso que eu possa respirar
um fio da sede dos teus beijos
que não provei da tua boca
ardorosa paixão, onde mora o pecado.
Dia de falsas alegrias
um delírio aos meus pensamentos ardentes
esse nó na garganta, de que adianta o soluço
se a saudade é muralha intransponível
da poesia que ficou sem finalizar!
Versos ao vento
um relembrar esquecido no tempo
onde meu corpo cansado, renegado
ficou sem plano, sem rumo
e o que me move neste meu viver
é a esperança do meu ser
ao saber que todos os dias
nascem novas e ensolaradas manhãs
que me acompanham até o anoitecer.
byyaradarin


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