Tenho medo,
dos meus medos,
dos meus segredos,
dos meus desejos,
dos meus outonos,
dos meus sonhos.
Tenho receio,
do meu corpo,
dos meus seios,
dos meus anseios,
da fúria de minh'alma,
da minha cara lavada.
Como expôr-me a ti,
se tenho tantos defeitos,
tantas inquietudes,
tantos desajustes.
Meus conflitos,
benditos, [malditos]
e nesta angústia de dor,
do nascer do sol ao poente,
me isolo, me afasto,
me moldo, tomo outra cor,
assim como camaleão,
não me exponho, não!
byyaradrin


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