19 de abril de 2021

Vai passar !

 



O momento é de incerteza. Os dias são tensos, há medo e notícias tristes ao redor do mundo e até bem perto de nós em função do vírus. Felizmente temos uns aos outros, vamos trocando informações esclarecidas e mensagens de esperança. Podemos romper as barreiras da distância e abraçar com afeto através das palavras.

Vamos nos unir para que juntos estejamos fortes, solidários e confiantes de que se fizermos nossa parte conscientes da responsabilidade que temos com os nossos e com o todo isso também vai passar.
O universo tem força, pede que nos voltemos para as coisas essenciais. Nos põem em oração, nos faz pausar e refletir.
As circunstâncias pedem um olhar mais cuidadoso e amoroso com nossos semelhantes e principalmente com os mais vulneráveis.

A ciência está lutando.

O mundo está tentando.

Vai passar!

25 de fevereiro de 2021

O que é o Japamala ?

 

O japamala é um cordão de contas utilizado nas práticas de meditação para contar mantras, desejos, intenções ou apenas orações de quem manuseia o objeto. Na religião católica, por exemplo, o objeto é semelhante aos terços.

A palavra “japa” significa rezar, sussurrar, enquanto que “mala” significa terço, cordão. Já em sânscrito, “mala” apresenta o significado de guirlanda. Apesar da variedade de formas de uso do japamala, ele é considerado um item sagrado para diferentes religiões.

Existe uma coleção de que o cordão é capaz de reunir as energias espirituais de quem o carrega. Sua origem baseia-se, sobretudo, na religião hinduísta e no budismo, que considera o japamala uma ferramenta eficiente para manter a mente focada e livre de pensamentos negativos.

São diversas técnicas de manuseio de um japamala, por exemplo, a pessoa pode fazer a contagem das pedras ao mesmo tempo que entoa um mantra. Ou ainda intercalar o japamala com uma meditação de respiração clássica, um método que ajuda a diminuir a taxa de respiração e concentração, promovendo maior relaxamento para a mente.



Mala com 108 contas em madeira Sândalo de 08mm. Meru em madeira e tassel de seda laranja neon.
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Visite o site:
www.kimayajapamalas.com.br

Meditar com Japamala

 


Escolhendo um mantra:

Na tradição yogue, um mantra é uma palavra sânscrita que tem poderes especiais para transformar a consciência, promover a cura ou realizar desejos. Um mantra é dado a você por um professor ou escolhido por você mesmo. Ao selecionar um mantra, seja claro sobre qual é a sua intenção e use sua intuição acima do seu intelecto. Você pode experimentar cada mantra por algumas repetições para ver como se sente e escolher o que mais lhe convém.
Com amor,
Namastê!


Mala com 108 contas naturais de labradorita e amazonita. Meru de mosaico e tassel bicolor .

 labradorita é considerada como a pedra mais potente no quesito de proteção contra energias negativas, pois ela cria um escudo através da aura, fortalecendo as energias desta a partir de dentro.
amazonita é uma pedra especial que atrai a boa sorte, fortalece a mente e purifica as energias. Ela também as radiações negativas de celulares e computadores e protege nossa Aura.

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Kimaya Japamalas & Meditação

19 de janeiro de 2021

Desse cabra me orgulho


Ele veio lá  do interior das Alagoas.

Cabra  macho, sim senhor !

E era mesmo. Andava sempre com uma peixeira na cintura.

“Se mexer comigo leva”, dizia! Felizmente, nunca chegou a  precisar dessa violência, mas acho que matou muita cobra! Adorava pescar e andar pelos matos. Visitar fazendas de café e algodão da região era o seu passeio preferido. Fazia isso para  estar em contato com as pessoas mais humildes. 

Tinha seu  chapéu de couro, sim, sempre pendurado atrás da porta da sala, com aquele orgulho de todo bom nordestino.

Bernardo saiu da sua cidade natal em Viçosa, Alagoas para “tentar a sorte” no interior de São Paulo, montado numa carroceria de um caminhão, depois de viagem de navio até Santos. Foram longos e sofridos dias até São Paulo - Marília.

As notícias à época diziam  que  a cidade de Marília  prosperava em terras ricas de café e algodão.

E foi nesta cidade que Bernardo se instalou a convite do  irmão Odilon  que, impressionado com o progresso, mandou chamá-lo.

Tinha como ofício  sapateiro, não sabia fazer outra coisa. E assim começou sua vida por lá. Seu primeiro e único emprego  foi  numa sapataria.

Seu patrão, um homem bom e amável que o acolheu, deu-lhe emprego, alimentação e  moradia, que ficava nos fundos da  própria sapataria, até que Bernardo conseguisse arrumar um  lugar e levar sua vida sozinho.

O tempo foi generoso com Bernardo, que prosperava a cada dia  em seu trabalho. Passado algum  tempo, Bernardo conheceu uma mimosa menina de apenas 15 anos, chamada Julieta, filha de italianos. Paixão fulminante. Não demorou muito para se casarem.

Logo vieram os filhos. Bernardo, 'a época, bem sucedido econômicamente, comandava sua própria indústria de calçados já conhecida em toda a Alta Paulista. 


Tinha o dom da oratória. Sempre pronto na luta para ajudar os menos favorecidos, encaminhava para os abrigos os adultos e famílias que vindas de outras partes do Estado, não tinham para onde ir. Com todo essa dedicação, para entrar na política foi um pulo. 


Candidatou-se e ganhou seu primeiro mandato como vereador. Era eloquente e cada dia mais engajado na defesa dos mais necessitados. Essa era a  sua luta, a sua vida e a ela se dedicou de corpo e alma. Fez vários projetos beneficiando grande parte da população mariliense. Um salto para conquistar seu segundo mandato.

Comunista, Bernardo contava com o apoio do Presidente do Partido Comunista no Brasil Sr. Luiz Carlos Prestes e outros aliados como o escritor Jorge Amado, o médico de família Dr. Reynaldo Machado, Osório Alves de Castro- romancista e alfaiate e tantos outros companheiros e simpatizantes. Assim como, ganhou vários amigos, também ganhou  inimigos. Mas, nada disso impediu que Bernardo ganhasse nos idos de 1960 título como o “Melhor Vereador do Estado  de  São Paulo” em iniciativa  do jornal "Correio Paulistano". Um prêmio recebido com honras e aplausos pelas mãos do Presidente da Câmara e demais Vereadores. Bernardo, "O Vereador do Povo", assim o chamavam, homenageou os marilienses, dedicando 'a eles a conquista do prêmio. 


Sentindo sua ascendência política e a necessidade de intensificar melhorias 'a população de maior carência; - candidatou-se a prefeito. Mas o tempo já não mais favorecia seus ideais e Bernardo foi cassado pela ditadura em março de 1964. Adeus, almejado cargo de prefeito. "O primeiro homem cassado pela ditadura no Brasil", ele fazia questão de dizer.

Preso em primeiro de Abril de 1964, foi levado para São Paulo. Lá, em tortura psicológica, ficou incomunicável por vários meses no Presídio do Hipódromo. Para não morrer de frio ou pneumonia, no cárcere dormia de costas para os amigos. Lá dentro, arrumou "costas quentes" e, do carcereiro, ficou amigo. O algoz emprestava as chaves da cela para Bernardo e seus companheiros irem ao banheiro, tomar sol, café... 

Onde mais veremos um preso cuidando das celas e cadeados? Assim era Bernardo. E, se dessa maneira terminava sua carreira política, seus ideais não morreriam jamais. Muito menos o sonho de ver a democracia reinstalada no país - e por ela continuar lutando.

Morreu sentindo-se feliz, pois sabia que sua luta não havia sido inglória!

Bernardo será sempre lembrado pelo seu idealismo democrático, sua garra e luta férrea para conseguir dar ao povo menos favorecido a mesma condição sócio-econômica, quanto ao resto do país.

Julieta que amava Bernardo; Bernardo que amava Julieta e com ela viveu durante felizes 52 anos.

Seu corpo está sepultado em Marília, a cidade escolhida por ele que o acolheu como seu filho dando-lhe as maiores alegrias desse mundo.

Hoje, em Marília, existe uma linda e imensa praça arborizada que leva o seu nome:- 

"Praça Bernardo Severiano da Silva" ao lado do Clube dos Bancários, seu clube de coração, onde orgulhava-se de ter sido um dos pioneiros como sócio-remido.

Em Tempo: ainda moço aposentou a peixeira e passou a resolver tudo com uma boa conversa. Dizia: “Marília me civilizou".

Se eu tenho orgulho desse Homem cabra macho?

Tenho e muito!

Ele é meu eterno e inesquecível ídolo, ele é meu  pai!



                                        * Esse texto de minha autoria foi publicado no livro 
                                            Varal Antológico 4, da editora Varal do Brasil.
                                                              Genebra/ Suíça.

yaradarin


15 de janeiro de 2021

Haicais & Haikus

I
grama molhada
minhocas saracoteiam
roxas na lama

II
rio fétido
entardecer de verão
corvos banqueteiam

III

manhã gelada
vidraça fosca
esquilos brincam na neve

IV
céu de outono
ipês amarelos
canário na manhã

V

romper da aurora
pétalas de cerejeira
natureza floresce

VI
azul do mar
longe de casa
me encontro sozinha

VII
noite de inverno
chocolate, cama, livro
quatro patas ao lado

VIII
o gato Suki
no telhado 
namora a lua

IX

sol e sombra:
borboleta,
por que solitária?

X

tomba o jarro
água viva
morre o peixe

XI

verde pastagem
bois deitados
saboreiam capim

XII

lua branca
noite de amor
lobo uiva

XIII

o gato Suki
no telhado 
namora a lua

XIV

olhar da manhã
nuvens tocam o céu
passo em branco

XV

vento norte
montanha d´água
festa de surfistas

XVI

orla da lagoa
chuva de inverno
salta uma rã

XVII
meio a paisagem
topo da árvore
macacos me olham

XVIII
léguas de estrada
cavalo cansado
longa solidão

XIX
mares turbulentos
escravos no convés
sonham a fuga

XX
parede rústica
lagartixa gorda
pulo do gato

XXI
praça Fidel
bandeira hasteada
Che me acena

XXII

infância roubada
campo de plantações
boneca de milho

XXIII
bicho homem
caça predatória
arara azul em perigo.

XXIV
terreno baldio
passos de menino
manga no pé.

XXV
jantar 'a luz de velas
cadeira vazia
noite de tédio

XXVI
folhas queimadas
voam ao sabor do vento
inverno bate à porta


XXVII 
chuva de verão
porta-retrato 
coração na lama



XXVIII
lua crescente
cavaleiro no deserto 
a estrela guia.


XXIX
tarde de outono
pôr do sol
enfatizando 'a vida e 'a morte

XXX
sol escaldante
sombra e folhagens
bicho preguiça dorme


XXXI

nuvem negra
gafanhoto
sobre a erva 


XXXII
ondas do mar
abraçam flores 
odoyá Iemanjá!


XXXIII
manhã de sol
girassol desperta
quanta luz!


XXXIV
escurece na mata
grito de morcego
gambá finge-se de morto


XXXV
gota de chuva
cintila lágrima
no vidro da janela 


XXXVI
pingos d´água
gotejam na noite
lembranças do cárcere 


XXXVII
campo de lino
flor de ausência 
floresce saudade



XXXVIII
Manhã de inverno
orvalho pisca
um raio de sol


XXXIX
natureza verde
fúria de verão
vulcão ativo

XL
praça Fidel
bandeira hasteada
Che me acena

XLI
bicho homem
caça predatória
arara azul em perigo.


XLII

lua cheia

magnetismo no olhar

beijo ao luar 

 


XLIII 
Dois dedos de prosa
Olhar de criança
seu lindo sorriso

 






O Artesanato me Salvou da Pandemia

  O Artesanato me Salvou da Pandemia Um confronto com a realidade. Mal sabia que, depois de ter saído de um problema sério de saúde, eu enfr...